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Nouvelle Vague
Junho 2009
Os Nouvelle Vague vão estar no Festival Super Bock, no dia 11 de Julho. O Festival vai realizar-se no Estádio do Bessa XXI.
Recordamos a entrevista dada em exclusivo ao Jornal INSIDE, em Outubro de 2007.
No passado mês de Julho assinalou-se o regresso dos franceses Nouvelle Vague ao território nacional. Foi no belíssimo local onde mais tarde se realizaria o concerto (Casa da Pesca, em Oeiras), que fomos recebidos pelo mentor deste atraente projecto. Foi com total disponibilidade e extrema simpatia que Olivier Libaux respondeu às nossas perguntas.
Jornal Inside: Milhares de discos vendidos, de fãs por todo o mundo, muitos elogios por parte da crítica… esperavam este sucesso?
Olivier Libaux: Sinceramente não. É ainda surpreendente, mas também não costumo pensar muito nisso. As coisas foram acontecendo e um projecto que era para durar seis meses, os suficientes para conquistar alguns fãs aqui e ali e receber algumas boas críticas; transformou-se em algo muito maior. E agora estamos em tournée… Mas, creio que foi melhor assim. Jogámos pelo seguro e não alimentámos muitas expectativas, o que foi muito bom porque assim houve sempre um bom clima e um bom espírito de grupo.
J.I.: Um dos aspectos mais interessantes em relação à banda é o facto de cativar vários tipos de pessoas. Agrada-vos não terem um tipo de público específico?
O.L.: Sim e acho que é uma das coisas mais surpreendentes acerca de Nouvelle Vague. Isto porque o projecto foi desenvolvido por pessoas entre os 35 e os 40 anos para pessoas da mesma faixa etária, que acreditávamos serem os fãs de New Wave. Mas as coisas não aconteceram assim. Nos primeiros concertos vimos dois tipos de pessoas: os “New Waver´s” e pessoas um pouco mais novas, que não sabiam que as músicas que tocávamos eram covers; mas agora é muito estranho porque, por vezes, o público é tão jovem que parece um concerto de Artic Monkeys. Mas, novamente, isso não era suposto acontecer…
J.I.: Acha que isso se deve ao facto de haver uma parte das novas gerações, que não se revê na música que se faz hoje em dia, ter começado a procurar sonoridades alternativas em bandas de movimentos como o New Wave?
O.L.: Sem dúvida. Mas creio também que há algo no nosso som e na maneira como as nossas vocalistas cantam, que atrai essas pessoas mais novas. E algumas não conhecem as canções originais, o que por vezes é um problema. Julgo que, conhecendo-as, podiam apreciar ainda mais a nossa música. Eu acreditava que, nos anos 90, toda a música New Wave estava esquecida e não sabia o que as pessoas mais novas ouviam… mas hoje aqui estamos nós…
J.I.: A sensação que se fica, ao ouvir a vossa música, é que as canções são mais do que versões… são recriações dos ambientes originais. Concorda?
O.L.: O nosso objectivo inicial não era fazer meras versões… tentámos esquecer os originais para fazer algo completamente diferente, o que foi bastante arriscado. Achámos que a melhor maneira de fazer as canções era pô-las numa área inesperada e o mais engraçado foi perceber que podíamos transportar as pessoas para uma realidade diferente daquela que os originais proporcionavam.
J.I.: Como disse, um dos aspectos mais atraentes de Nouvelle Vague é a escolha muito feliz no que diz respeito às vozes. Qual é o critério e como é feita a escolha das vocalistas?
O.L.: Há sempre o factor sorte envolvido. Mas nós ouvimos atentamente várias vozes e tentamos perceber se encaixam no que pretendemos fazer com as músicas. O mais importante é que só trabalhamos com vozes novas, mas que têm de se ajustar às ideias que temos.
J.I.: Será que um dia fará sentido os Nouvelle Vague lançarem um álbum de originais?
O.L.: Não. Aliás, até pode acontecer mas nunca com o nome de Nouvelle Vague. Muitas pessoas nos perguntam isso e nos incentivam a fazê-lo… mas não. O mais importante é divertirmo-nos a tocar as músicas que nos acompanharam ao longo da vida à nossa maneira…
J.I.: E em relação a fazerem versões de bandas contemporâneas?
O.L.: Sinceramente isso é uma ideia que me atrai muito… e até pode vir a acontecer, mas isso também teria de ser um outro projecto… isto porque ainda há muito trabalho por fazer. Existem ainda muitas bandas de New Wave das quais não temos versões por isso…
J.I.: Quer deixar alguma mensagem para os fãs portugueses?
O.L.: Com certeza. Um abraço para todos e espero que continuem a ouvir Nouvelle Vague e a virem aos nossos concertos, que nós prometemos fazer sempre o nosso melhor para vos proporcionar bons momentos…
Nuno Barbosa
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