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Teatro
Dia Mundial do Teatro | 27 de Março
Casa da Juventude da Tapada das Mercês
No próximo fim de semana, 27 de Março de 2004, o TapaFuros vai comemorar o dia Mundial do Teatro de manhã à noite.Esta é o programa da companhia do Espaço TapaFuros para a comemoração do Dia Mundial do Teatro:
10h.00 – Conversas Teatrais: Como estamos por aqui?
Pretende-se, neste dia especial, o encontro das estruturas teatrais actuantes neste concelho com o objectivo de conversar sobre artes do palco em particular e cultura em geral; Como estamos aqui? É, no fundo, o mote para o debate... É também um repto que lançamos a todos: faz falta conversarmos, juntarmo-nos, reflectirmos em conjunto... E gizar projectos em comum, aventuras a dois, a três, a muitos! Que dia melhor que este?
11h00 – Coffee Break... Que é como quem diz… vamos pôr um travão com um
cafézinho;
11h15 – Como estamos por aqui? Continuação da conversa;
13h00 – Almoço
14h30 – Oficina de Teatro: Um cheirinho de palco...
Aberta a um máximo de 20 inscritos, o objectivo, como o título sugere, é levantar um pouco o véu a esta misteriosa arte de palco... Em apenas 90 minutos, mergulhar em exercícios de expressão corporal e imaginação que com certeza vão abrir o apetite teatral dos inscritos. Sirva-se este aperitivo com muita alegria e força de viver. E viva o Teatro!
A oficina será orientada por Rui Mário, encenador do Teatro Tapa Furos.
16h30 – Sessão de poesia: Palavras, Palavras, Palavras.
Homenagear a arte teatral na sua imensa poesia e musicalidade. Palavras dos poetas nesta arte da palavra... da vida... E não é tudo!
18h00 – Leitura da mensagem internacional do Dia Mundial do Teatro:
Como sucede todos os anos, é posta a circular uma mensagem internacional escrita por um individualidade ligada de alguma forma ao teatro; É um momento de reflexão importante e com certeza uma mensagem de esperança para todos.
18h30 – Lanchinho
19h00 – Espectáculo de Teatro: Ruzante v2.03, a partir de Angelo Beolco e com poemas de Erich Fried;
«Ruzante, és mesmo tu? O soldado de todas as guerras, de todos os medos e lugares: Itália, Inglaterra, Bósnia, América, Ruanda, Iraque... Um soldado do Mundo. E todo o Mundo produz muito sangue.
Montar um texto do séc. XVI, e o texto que é, reveste-se de uma pertinência cabal e é de uma actualidade que julgamos ser pedra-de-toque para o teatro. Assim estamos: de memória bem fresca sobre o conflito no Iraque e com mais-não-sei-quantos em fila de espera. Há coisas que, de facto, nunca mudam. Ruzante é então o soldado que fugiu deixando os horrores da guerra para trás; a sua máxima: “um homem que conserva a sua vidinha é que é mesmo um tipo de coragem!”. Estamos pois num plano de uma reflexão, a um tempo cómica, a outro trágica, sobre a guerra e as sua implicações. Espantosa é a frescura com que este texto nos chega – Beolco escreve-o no séc. XVI! Mas é como se tivesse sido escrito, quase como um diário, por um soldado sérvio ou curdo... Enfim, por qualquer homem, acima de tudo.
Situamos esta tragicomédia num qualquer bar de beira-estrada, onde languidamente se vai ouvindo a música, distante, entre uma cerveja e outra... Ruzante lá está, no balcão, contando as sua aventuras. O mundo que encontra já não é o mesmo, nem as pessoas... A sua amante... Os amigos...
E afinal, nem ele já é o mesmo. E a guerra? Já acabou?» Rui Mário
Entrada Livre
Info: 919 053 476 (TapaFuros) | 219 267 080 (Casa da Juventude
Autor: sicurella
Data: 26/03/04





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