Literatura

DICIONÁRIO DE TERMOS ARQUEOLÓGICOS

De PAULO FIGUEIREDO (Prefácio Editora)

Este Dicionário vem ao encontro do interesse que a arqueologia exerce sobre nós, o fascínio da descoberta dos segredos passados...

Trata-se do primeiro dicionário português de arqueologia, coordenado por Paulo Figueiredo, comportando 1680
entradas que clarificam termos habitualmente utilizados por esta ciência que atrai todos que a vêm quase semrpe com o fascínio de uma aventura e envolta numa aura de mistério.

O "Dicionário de Termos Arqueológicos", editado com a chancela da Prefácio Editora, vem ao encontro do "interesse que a arqueologia exerce sobre nós, o fascínio da descoberta dos segredos passados mas com o necessário conhecimento dos termos utilizados", segundo o autor.
Esta obra procura "aliar o saber à curiosidade que a arqueologia suscita, pois ninguém lhe fica indiferente".

Apesar do rigor científico colocado, é uma edição que se destina ao grande público. Isso mesmo é salientado por Paulo Figueiredo que considera ser "necessário descomplicar um pouco esta ciência que exerce sobre todos um fascínio incomparável".
Para o autor, até os eruditos já se questionaram sobre uma legenda num museu pelo que o dicionário que sexta-feira chega aos escaparates das livrarias "pretende decifrar termos específicos tornando-os acessíveis ao público em geral".

O jornalista Nuno Lopes, que apresentou a obra, salienta o seu carácter didáctico apresentando-a como "um exemplo de democratização da cultura".
"No sentido em que a cultura deve ser acessível e perceptível a todos pois todos nós nela participamos - e só assim fará sentido - esta obra pioneira é um exemplo de democratização da cultura", afirma Nuno Lopes.

"Este Dicionário reflecte também o trabalho 'contra ventos e marés' de alguém que ousou rasgar com o nosso conservadorismo tradicional de quem se acomóda a não havendo nada, nada fazer, ou ter medo de arriscar", continua.
Para o jornalista Paulo Figueiredo "arrsicou e bem".
"Esta obra é um primeiro passo, assim se espera. Muito se lhe pode apontar só porque ela existe, antes dela nada havia que apontar pois nada existia e habitávamo-nos a importar em espanhol, francês ou inglês. Citando Gaston Bachelard cada obra não é ponto final, antes uma interrogação que suscistará outros pontos finais que se tornarão também eles de interrogação. É neste contexto se pode entender esta obra.

Segundo o técnico de arqueologia Frederico Tátá Regala, um dos colaboradores do dicionário, esta é uma tarefa essencial, já que advoga que "os arqueólogos têm uma responsabilidade perante o colectivo".
Como tarefa subsequente à investigação, refere ainda Frederico Regala, "deverá surgir a divulgação dos resultados" que terão de ser percebidos por todos. Nesta obra será possível encontrar a descodificação de
termos técnicos utilizados na arqueologia como "estratos", ou "métodos de datação".
"Há um extensa enumeração de termos relativos aos espólios arqueológicos, desde a azulejaria à ourivesaria,
passando pela cerâmica, etc." referencia Paulo Figueiredo.
"É essencial que o grande público perceba melhor a arqueologia, e isso passa por descodificar os seus termos e
conceitos".
Esta obra é também uma aposta do autor "numa maior comunicação" que considera ser uma "fonte de sabedoria e um laço que nos liga, permitindo o conhecimento".
Além de se dirigir à comunidade académica e a quem pratica a arqueologia "por gosto", este dicionário visa o público em geral.
Para "que saiba o que está a ver e como chegou a nós", rematou Paulo Figueiredo.

No "Dicionário de termos arqueológicos" estão referenciados todos os sítios arqueológicos classificados pelo IPAAR bem como os de interesse público e património nacional.
Do dicionário constam várias biografias de arqueólogos portugueses, designadamente Afonso do Paço e José
Leite de Vasconcelos.

Paulo Figueiredo editou o ano passado uma monografia sobre o bairro lisboeta de Alvalade, a exemplo de uma anterior sobre a freguesia das Mercês, também em Lisboa. Paulo Figueiredo exerce arqueologia desde os 12 anos, quando "trocava as férias de praia pelo trabalho voluntário nas escavações na região Oeste" de onde é natural.

Actualmente é técnico profissional principal de Arqueologia do IPPAR (Instituto Português do Património
Arquitectónico e Arqueológico).


Noticia/Imagem:
Prefácio Editora

Autor: Inside
Data: 09/05/04


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