Literatura

FUKUSHIMA, CRÓNICA DE UM DESASTRE

De MICHAËL FERRIER

10 de Setembro | 19H00 | Institut français du Portugal

Prémio Édouard Glissant 2012 pelo conjunto da sua obra, Embaixador intercultural da UNESCO, Michaël Ferrier vem a Lisboa ao Institut français du Portugal, no dia 10 de Setembro às 19h00, acompanhado pelo tradutor Miguel Serras Pereira, para a apresentação do seu livro Fukushima - Crónica de Um Desastre, agora editado em língua portuguesa pela Antígona.A apresentação será seguida da exibição do filme Le monde après Fukushima, de Kenichi Watanabe (2012, 77’), para o qual Ferrier escreveu os comentários e que nos mostra que as causas do acidente nuclear de Fukushima estão muito além do tsunami de 11 de Março. Escritor, ensaísta, investigador e professor, Michaël Ferrier nasceu na Alsácia (Estrasburgo - França), passou a infância em África e para as bandas do Índico, fez os seus estudos em Saint-Malo e Paris, e vive e trabalha há mais de vinte anos em Tóquio, onde lecciona língua e literatura francesas na Universidade. Colabora regularmente através da crítica literária e das artes nas revistas Art Press, L’Infini e Nouvelle Revue française. A sua obra é o reflexo desta vivência multicultural que cruza as fronteiras dos universos culturais em sentido lato, as do pensamento e das artes, e é marcada igualmente por uma reflexão sobre a memória, a violência ou o tempo.Para além do Prémio Édouard Glissant, Michaël Ferrier foi já distinguido com o Prémio Literário da Ásia em 2005 com o livro Tokyo, petits portraits de l’aube (Gallimard, 2004) e com o Prémio Literário de Porte Dorée 2011, por Sympathie pour le fantôme (Gallimard, 2010). FUKUSHIMA, CRÓNICA DE UM DESASTRE, de narrativa precisa, é um testemunho poético e pungente. Nathalie Crom e Stéphane Jarno (Télérama, n.° 3243) consideraram-no «o mais ambicioso e abrangente de entre os três livros sobre o tema editados um ano após a catástrofe».«Doravante, já não há lugar na terra onde se possa estar a salvo. (…) Restam somente o ruído e a terra, o tremor apoderou-se do mundo e martela em cadência a realidade, sem poder alguma vez esgotar a resistência da matéria. E abre-se o mesmo tremor nos espíritos, um abalo, um alarme, como uma falésia que desmorona por dentro.» «Insiste um nome, que soa de um modo ao mesmo tempo gracioso e fúnebre: Fukushima. Fukushima – etimologicamente, «a ilha da Fortuna» - já não é mais que o sinónimo confuso de uma catástrofe sem verdadeiro nome, cujos contornos não se distinguem e cujas plenas consequências não se imaginam ainda.»In “Fukushima, Crónica de um desastre” de Michaël Ferrier

Autor: pires
Data: 03/09/13


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