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Volmir Cordeiro e Lander Patrick

ESTREIAS jovens criadores

Estreia 27-28 Março | Centro Cultural de Belém - Lisboa

MEET Volmir MEET Lander
Inês de Volmir Cordeiro + Arrastão de Lander Patrick
estreia 27-28 Março | Centro Cultural de Belém - Lisboa
Os jovens coreógrafos Volmir Cordeiro e Lander Patrick apresentam no Centro Cultural de Belém as suas novas criações - “Inês” e “Arrastão” -, no âmbito do projecto “MEET Volmir MEET Lander”. Lançado pela Materiais Diversos, em parceria com o Panorama Festival (Rio de Janeiro) e com co-produção do CCB, o projecto propôs aos dois criadores, cujo trabalho tem intrigado pares e públicos, um único enunciado: colaborar.
Com absoluta autonomia de formato e de processo criativo, Volmir e Lander dão seguimento às suas pesquisas actuais, e se “Inês” é concebida entre o Brasil e França, “Arrastão” nasce entre o Brasil e Portugal. Com encontro marcado nos dias 27 e 28 de Março, os coreógrafos protagonizam uma noite em duas partes, resultado de diferentes interesses, formações, percursos e lutas políticas e estéticas.
“Inês” de Volmir Cordeiro estreia nacional
A pesquisa coreográfica de Volmir visa complexificar a exposição das minorias. Dançar um corpo excluído, e simultaneamente exposto, é para Volmir uma verdadeira tarefa artística. Em “Inês”, o criador cria um contrato de exposição: “Um dia, eu encontrei esta mulher que se chama Inês. Não foi suficiente captá-la, foi preciso engoli-la. É minha intenção fazê-la emergir, transformá-la em questão, propor-lhe uma cena, atribuir-lhe um problema. Pretendo conduzir uma reivindicação política fundamental: a reconstrução dos olhares, das palavras, das imagens e das representações sobre os corpos marginais, oferecendo uma expressão autêntica das suas emoções. Porque Inês é, de alguma forma, uma categoria política.”
“Arrastão” de Lander Patrick estreia absoluta
Este projecto surge após os primeiros contactos de Lander Patrick com o soundpainting, linguagem fundada por Walter Thompson, que cria um método de composição regido por códigos universais (1.200 gestos), com os quais faz comunicar um corpo cénico multidisciplinar. Nesta dança-concerto, um maestro dirige em tempo real luz, som e público, convidando-o a envolver-se activamente na construção de paisagens rítmicas: “Interessou-me pesquisar um diálogo organizado através de signos e perceber que possibilidade há para a liberdade do gesto dentro de uma estrutura dominante, ou que diferentes mecanismos de interacção com os outros performers poderão surgir”.




Autor: pires
Data: 20/03/15


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