Literatura

Ana Mascarenhas

Igual por ser humana, mas única por ser a Ana.

A vida que habita no corpo, na mente e na Alma da Ana Mascarenhas faz dela o que ela é: Igual por ser humana, mas única por ser a Ana.

Ana Mascarenhas não pretende de modo algum publicar muitos livros, pretende antes de mais publicar aquilo a que a sociedade teima em esconder, publicar cada rebento seu com Alma, apenas livros que sejam paridos da Alma. Cada letra, cada palavra, cada frase, texto e seu respetivo significado são todos eles nascidos da Alma, apenas ela, a Alma, dita o que escreve, como escreve e onde escreve. O tempo e o espaço são da Alma, as regras, também, o conteúdo, nem se fala e a forma a ela pertence.

O seu cunho pessoal distingue-se na forma como escreve, sendo que, a primeira pessoa é o fator primordial. Independentemente do género a que se refere, seja poesia narrativa, prosa poética, romance, tese, ensaio ou reflexão, a escrita pauta-se sempre na primeira pessoa do singular. Digamos que se trata de uma roupagem diferente no modelo literário.


I.F. Como se vê a Ana Mascarenhas Pessoa da Escritora?

A.M. Atualmente a Ana Mascarenhas Pessoa não difere muito da Ana Mascarenhas Escritora. Decidi dedicar-me a causas, e a escrita não é exceção. Através da escrita quero denunciar os males da sociedade. Como Pessoa denuncio o que acho estar errado quer seja através dos órgãos competentes, quer seja através de atos próprios, com a escrita faço o mesmo, faço das letras o grito de alerta.


I.F. O que te motiva e leva a continuar a escrever?

A.M. Acima de tudo o que me motiva a escrever são as emoções. Quer sejam elas eufóricas ou disfóricas são as emoções a base da minha motivação, porque tudo me provoca emoção, logo, tudo me motiva. A injustiça, os afetos, o prazer, o deleite, a cobardia, o medo, a ganância, enfim… sentimentos e as suas contradições humanas resumidas numa única palavra… emoções.


I.F. Sei que vem nova obra a caminho. Como nasceu, a razão? O que sentiste enquanto a escrevias?

A.M. Sim, é verdade! Está para breve uma nova obra e nasce na sequência da primeira pergunta, ou seja, decidi dedicar-me a causas. Por razões muito pessoais, decidi fazer da minha própria experiência de vida uma força interior, um alerta, uma denuncia, chamar a atenção da sociedade para o que está mal, o que devemos fazer para mudar, não recear sair da zona de conforto, desafiar os nossos medos e aprender a viver, porque vida só há uma e é nela que temos que apostar.
O que senti ao escrever??! Senti muita coisa. Muitas emoções, contradições, revolta, pena, raiva, mas também, serenidade por me saber livre, por me saber em paz para comigo mesma, por saber que nada fiz para merecer o que me aconteceu e acreditar que um dia o tempo me dará as respostas que hoje não tenho. O tempo aparentemente nosso inimigo é o nosso maior aliado.



Ana Mascarenhas nasceu em Lisboa no dia 28 de Julho de 1969. Trabalha há mais de 20 anos na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Empreendedora na área da gestão hoteleira abraçou um projeto ao qual dedicou, também, parte do seu tempo. No entanto, a sua formação académica pauta-se pela área das Letras. Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos e Minor em Estudos Literários e Artísticos e com uma Pós-Graduação em Gestão de Empresas dedica-se, igualmente, à escrita, leitura e agora muito recentemente, também à fotografia.

Por convite publicou três livros escritos em prosa poética e poesia narrativa e um romance interventivo:
O primeiro intitulado “Louca Sensatez” reflete a sensualidade e o erotismo feminino, foi publicado em 2009 pela Editorial100 através da chancela Torre de Gente.

O segundo intitulado “Em Carne Viva” reflete o crescimento da pessoa na sociedade e, foi publicado um ano depois, 2010, igualmente, pela Torre de Gente.

O terceiro intitulado “Vazios da Escrita” representa o crescimento interior da pessoa. Um livro prefaciado pelo escritor, filósofo, ensaísta e professor Miguel Real. Este último foi publicado em 2011 pela chancela da EdiumEditores.

O quarto intitulado "Silêncio Denunciado" denuncia os males da sociedade e foi publicado em 2012 novamente pela chancela da Torre de Gente.

Em Maio de 2011 participou no III Encontro de Escritores Lusófonos, um evento promovido pela Câmara Municipal de Odivelas.
Também em Maio, mas no ano 2012 participa no programa televiso da TVL “Conversando” coordenado e apresentado por Isabel Fontes. Um programa sobre Cultura Portuguesa. O tema abordado foi a literatura como forma de intervenção.

Igualmente em Maio de 2012 participa no programa cultural de Jaime de Carvalho da RDP Internacional.

Uma vez mais em Maio de 2012 publica sob a chancela Torre de Gente o seu primeiro romance. Um romance interventivo intitulado “Silêncio Denunciado”. Não se trata de um romance cor-de-rosa, pois, retrata os vários males que habitam nas várias sociedades de um mundo que se diz globalizado. Reflete temas tão atuais como cruciais. Mutilação genital, violação, tráfico de órgãos humanos, minas terrestres, barrigas de aluguer, infanticídio feminino na China, lapidação e muitos outros temas que se dizem fazer parte das várias culturas de vários povos, são os principais ingredientes que marcam esta nova faceta da sua vida literária. Digamos que, trata-se de um manifesto que denuncia práticas abusivas das várias sociedades.

Em Outubro de 2015 participa no programa cultural de Carlos Pinto Costa na RDS Lisboa para apresentar o seu próximo Livro "Os Limites do Mal".




Texto: Isabel Fontes

Autor: Isabel Fontes
Data: 24/09/15


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