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E SE TIVESSE DE MONTAR UM JORNAL
NA FAIXA DE GAZA|
DEBATE Sábado, 28 de novembro, às 15h, Salão Nobre da Casa da ImprensaPor Wally Dean, ex-jornalista, professor, formador, fundador
e ex-director de formação do Committee of Concerned Journalists
Comentário de Sofia Lorena e José Manuel Rosendo, jornalistas
“É domingo e o telefone toca. Tem três dias para chegar ao Médio Oriente e montar um serviço de notícias para 1,8 milhões de pessoas”. Este foi o desafio colocado no ano passado a Wally Dean, ex-jornalista, professor, formador, fundador e ex-director de formação do Committee of Concerned Journalists, que agora, contará esta sua experiência numa sessão no próximo dia 28 de Novembro, às 15 horas no Salão Nobre da Casa da Imprensa.
Por esta altura no ano passado, Wally Dean estava na Cisjordânia como conselheiro sénior no Serviço Humanitário de Notícias da comunidade internacional para a ajuda de emergência a Gaza. Wally Dean vai explicar como um serviço de notícias chamado Jossor ma’Gaza (a ponte para Gaza) foi construído em três princípios: um propósito claro em que o público era mais importante; ênfase na informação factual, verificada; e uma redacção politicamente “segura e profissional” composta por jornalistas com diferentes crenças religiosas e políticas, mas que queria fazer a diferença.
A sessão será em inglês e contará ainda com os comentários dos jornalistas Sofia Lorena e José Manuel Rosendo.
Apresentação da sessão
É domingo e o telefone toca. Tem três dias para chegar ao Médio Oriente e montar um serviço de notícias para 1,8 milhões de pessoas, um serviço classificado com uma emergência humanitária pela comunidade de ajuda internacional, como resultado de 7 anos sob embargo e 50 dias de bombardeamentos que mataram mais de 2.200 pessoas, danificaram gravemente ou destruíram 80.000 unidades habitacionais, e desalojaram um terço da população.
Estará a trabalhar num ambiente mediático altamente controverso, onde notícias, religião e política estão profundamente entrelaçados. E estará também a 80 quilómetros de distância do seu público-alvo, que é governado por três “governos” que opõem entre eles, dois dos quais estão agora em guerra.
A sua equipa vai falar uma língua diferente da sua, nunca vai estar com a maioria dos seus jornalistas, e quase ninguém das pessoas com quem vai trabalhar tem qualquer razão para confiar em si ou fazer o que lhes sugere. E há uma razão para não o fazerem: pode custar-lhes a vida.
No entanto, dois meses depois, sem nenhuma publicidade, a sua equipa estará a produzir vários produtos de notícias diárias e, na sua região de audiência, uma em cada dez pessoas com 18 anos ou mais terá consumido um desses produtos confiando no que lhe foi reportado. 97% afirmará que a informação era “útil”.
Wally Dean dará conta desta sua experiência, a qual lançará o debate sobre os desafios e o papel do jornalismo em várias sociedades com comentários de Sofia Lorena e José Manuel Rosendo, jornalistas com experiência em contextos de guerra e em particular no Médio Oriente.
Autor: ilda pires
Data: 25/11/15





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